terça-feira, 13 de setembro de 2016

nada

para ti não.
nunca foram os meus olhos, nunca foram os nossos dias, nunca foi aquela noite que não chegou a acontecer.
nem os lábios quase encostados, nem os dedos, o café, um primeiro encontro de dois segundos.
nunca foi isso.
foram sempre coisas tuas, que viveste sozinho. filmes em que não existem outras personagens. tu e os figurantes.
eu a figurar na tua vida como uma lâmpada que ameaça fundir. ou como aquele copo que pousaste mesmo na pontinha da mesa.
nunca foi o meu combate, ou a minha tristeza, nem mesmo a minha alegria mais rasgada. nunca foi nada disso.
o nós só coube na literatura antiga. foram sempre as tuas conquistas, o sol mais brilhante nos teus lábios cheios de ternura.

e a tua felicidade ao ter encontrado a fórmula da sobrevivência.
a tua felicidade, a tua sobrevivência
cravadas como bandarilhas no meu dorso.



6 comentários:

Blizard Beast disse...

https://www.youtube.com/watch?v=2s-NCjfvezI

nocturnidade / cláudia ferreira disse...

É a segunda vez que "falamos" sobre essa música. Sempre grande, enorme. (a primeira foi no outro blog há uns anos)

Blizard Beast disse...

a sério? não me lembro mesmo...

nocturnidade / cláudia ferreira disse...

Já foi há uns anos http://foinoteuamor.blogspot.pt/2011/12/eu-consigo-ficar-aqui-calada-olhar-te.html?m=1

;)

Blizard Beast disse...

Já lá vão uns anitos a ler-nos mutuamente, realmente,,,

nocturnidade / cláudia ferreira disse...

Como vès meu caro, estamos velhos mas a música é a mesma. 😊